VIGILÂNCIA DA PESTE SUÍNA CLÁSSICA NO MARANHÃO
Atualizado em 13/08/2024 – 2:42pm por Assessoria de Comunicação do CRMV-MA
VIGILÂNCIA DA PESTE SUÍNA CLÁSSICA NO MARANHÃO, COM O AUMENTO DA
OBSERVAÇÃO CLÍNICA EM ESTABELECIMENTOS DE MAIOR RISCO
Roberto Carlos Negreiros de Arruda & Lauro de Queiroz Saraiva
A PSC é uma doença viral contagiosa que acomete suídeos domésticos e silvestres, produzindo
grandes perdas produtivas e econômicas, devido a sua alta infectividade e letalidade (Brasil, 2019).
Quanto a situação epidemiológica no Brasil, a doença está ausente na zona livre de PSC no
Centro-sul, e o último foco foi em 1998 em SP, assim, possui o reconhecimento da Organização Mundial
de Sanidade Animal, no entanto, tem sido detectada casos nos estados do Ceará, Piauí e Alagoas, em 2018
e 2019, e no estado do Piauí, entre anos de 2020 e 2024, portanto, com o Maranhão, estes estados
compõem a zona não livre de PSC do Brasil. O vírus pode ser transmitido por contato oronasal entre os
animais, aerossóis, secreções, excreções, sangue e sêmen, ou pela água, alimentos, fômites, trânsito de
pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos e alimentos de origem animal. A
transmissão transplacentária em párea de foco, também é importante, gerando leitões infectados,
clinicamente sadios, que disseminam o vírus. Ainda há o risco é o fornecimento de restos de alimentos
contaminados com o vírus aos suínos, sem tratamento térmico comum no nordeste (Brasil, 2021). Pode
ainda ocorrer a dispersão pelo ar, entre criações circunvizinhas em até 1 Km, principalmente, durante
surtos, e em áreas com alta densidade populacional (Oliveira et al., 2014).
Vários monitoramentos da circulação viral foram realizados no Maranhão, ao longo dos últimos
anos, onde destaca-se, ausência de circulação viral, e as coletas foram realizadas na linha de abate, assim,
são alguns exemplos, em 2013, amostras de sangue e fragmentos de tonsilas e baço de 367 suínos em dois
abatedouros distribuídos na região norte e oeste do estado (Santos, 2014). Em 2015 foram colhidas 300
(trezentas) amostras de sangue e 100 (cem) fragmentos de tonsilas para a pesquisa da PSC no Maranhão
(Galvão, 2016). Já em 2016, foram colhidas 300 amostras de sangue, em abatedouros com serviço oficial
de inspeção e 300 em abatedouros sem inspeção (Barros, 2017).
Ao CRMV-MA, pedimos o apoio dos médicos veterinários para melhorar a vigilância no Maranhão,
que segundo o plano de contingência para PSC do MAPA, os locais de maior risco seriam as
agroindústrias, matadouros, lixões, laticínios, fábricas de ração, rodoviárias, aeroportos, portos, curtumes
e estabelecimentos rurais. Maiores informações de PSC e outras enfermidades podem ser vistas nas fichas
técnicas no site: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/fichas_tecnicas/ficha_tecnica.html
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