Agosto Verde Claro reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das principais doenças felinas
Atualizado em 06/08/2026 – 4:05pm por Assessoria de Comunicação do CRMV-MA
Campanha chama a atenção para os cuidados com enfermidades como FIV, FELV, PIF e leishmaniose, que podem comprometer a saúde e a qualidade de vida dos gatos.
O Agosto Verde Claro é o mês dedicado à conscientização sobre algumas das doenças que mais impactam a saúde dos felinos, entre elas a FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina), a FELV (Vírus da Leucemia Felina), a PIF (Peritonite Infecciosa Felina) e a leishmaniose. A campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar medidas de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento médico-veterinário.
Entre essas enfermidades, a FIV e a FELV merecem atenção especial por serem doenças virais que afetam o sistema imunológico dos gatos. Embora sejam causadas por vírus diferentes, ambas reduzem a capacidade de defesa do organismo, tornando os animais mais suscetíveis a infecções e outras complicações de saúde.
A FIV é transmitida principalmente por mordidas e arranhões durante brigas entre gatos, enquanto a FELV se dissemina, na maioria das vezes, pelo contato com a saliva, como no compartilhamento de recipientes de água e alimento ou por lambidas entre animais. Em ambos os casos, também pode ocorrer transmissão da mãe para os filhotes.
Um dos principais desafios é que essas doenças podem permanecer assintomáticas por longos períodos. Quando surgem, os sinais costumam ser inespecíficos, como perda de peso, diminuição do apetite, febre recorrente, apatia, infecções frequentes, alterações respiratórias e problemas na cavidade oral. Por isso, qualquer mudança no comportamento ou na condição física do animal deve ser avaliada por um médico-veterinário.
O diagnóstico é realizado por meio de exames específicos, geralmente a partir de uma amostra de sangue. A testagem é recomendada em diferentes situações, como antes da adoção de um gato, antes da introdução de um novo felino em residências com outros animais, quando houver suspeita clínica ou sempre que o gato tiver acesso à rua.
Embora não tenham cura, FIV e FELV podem ser controladas com acompanhamento médico-veterinário, manejo adequado e monitoramento contínuo da saúde do animal. O diagnóstico precoce permite instituir os cuidados necessários para reduzir complicações e proporcionar melhor qualidade de vida ao gato.
Além da realização de exames periódicos, medidas como manter os felinos em ambientes seguros, evitar o acesso livre às ruas e realizar consultas preventivas são fundamentais para reduzir o risco de transmissão dessas doenças.
A informação é uma importante aliada da prevenção. Conhecer as formas de transmissão, reconhecer os sinais de alerta e manter o acompanhamento veterinário em dia são atitudes essenciais para promover a saúde e o bem-estar dos gatos.
